No Congresso Americano de março de 2010 foi amplamente discutido o que a ciência traz de novo e revolucionário na medicina e principalmente na dermatologia para este século.
Existe um consenso que a nanotecnologia nos levará a uma segunda revolução industrial no século XXI tal como ocorreu no século passado, como a energia atômica, engenharia genética e ciência quântica. A nanotecnologia, através da descoberta de uma nova aplicação científica, tornou possível o que a ciência sugeria ser uma ficção.
A nanotecnologia é o estudo, criação, manipulação e aplicação de materiais, aparelhos e sistemas funcionais através do controle da matéria em nanoescala (1 nanômetro equivale a bilionésima parte do metro).
Quando se manipula a matéria em escalas minúsculas do átomo e moléculas, descobrem-se fenômenos e propriedades totalmente novos. Portanto cientistas utilizam a nanotecnologia para criar matérias, fabricar equipamentos mais baratos e avançados para proporcionar diagnósticos mais rápidos e medicamentos mais eficazes perante novas doenças.
Para se ter uma idéia da aplicação dessa tecnologia, fabricantes de vestuário têm incorporado nanomateriais no tecido de suas roupas permitindo uma resistência ao amassado, a manchas, além de repelência à água e eliminação de germes.
Materiais feitos com nanotecnologia, sob a luz ultravioleta podem oxidar e matar a maioria das bactérias podendo ser úteis para próteses e implantes, pois podem reduzir infecções.
Na medicina, os sensores moleculares são capazes de detectar e destruir células cancerígenas na pele e nas partes mais delicadas do corpo humano como o cérebro.
A nanotecnologia está sendo utilizado na cosmecêutica através de nanopartículas onde utilizam estes materiais para encapsular drogas ou outras substâncias ativas, facilitando a penetração de alguns princípios ativos na pele por serem semelhante às estruturas das membranas das células, além de promover maior tolerância cutânea, maior estabilidade, tornando o princípio ativo mais seguro, eficaz e diminuindo os efeitos não desejados.
Na dermatologia já existem nanossomas com substâncias lipolíticas (anticelulite), antienvelhecimento, antioxidante, protetor solar, inibição de radicais livres, estimulação da síntese de colágeno e produtos anti-manchas (clareadoras e despigmentantes), além de nanossomas contendo fitoestrógenos de isoflavona para peles de pessoas que estão passando pela menopausa.
Acredito que a utilização de medicamentos fabricados com esta tecnologia poderá ter um grande impacto na melhoria da qualidade dos produtos médicos.
Maria Cristina de Paula Mesquita